terça-feira - 14/07/2026
Programa Municipal de Controle do Tabagismo acompanha cerca de 400 pacientes
Por: Edinaldo Moreno
O Programa Municipal de Controle do Tabagismo (PMCT), realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi oficialmente implantado em Mossoró no ano de 2006. Atualmente, o Programa acompanha 370 pacientes em tratamento, distribuídos nas diferentes etapas preconizadas pelo Protocolo do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), incluindo usuários em fase de iniciação do tratamento, controle, manutenção e reingresso após recaída (recidivantes).
Esse acompanhamento contínuo permite o monitoramento da evolução clínica dos usuários, o fortalecimento das estratégias de cessação e a prevenção de recaídas, respeitando as necessidades individuais de cada paciente. O balanço mais recente da SMS aponta para 12 grupos de tratamento ativos registrados, distribuídos em 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.
“Muitas pessoas já tentaram e não obtiveram êxito. Muitas voltaram a fumar e algumas pessoas têm medo de realmente tentar e não conseguir. Elas acham que não vão conseguir. Mas é possível. Temos inúmeros casos de pessoas que pararam efetivamente de fumar ou que reduziram bastante a carga tabágica. Tudo isso a gente consegue com apoio de capacitados e também de insumos que fornecemos, e de acompanhamento através de psicólogos e rodas de convivência”, explicou Tulíola de Oliveira Farmacêutica/bioquímica da eMulti.
Em 2026, 272 novos usuários iniciaram o tratamento, evidenciando a ampliação do acesso e a crescente adesão da população às ações ofertadas pelo Programa. Com base no monitoramento atualmente realizado pelo Programa, observa-se que, em média, 40% dos usuários conseguem cessar completamente o uso do tabaco, 35% reduzem significativamente o consumo e 25% não obtêm êxito no tratamento ou o interrompem antes da conclusão.
“Muitas pessoas querem e mesmo assim não conseguem, porque há um envolvimento psicoquímico, O cigarro causa uma dependência, é uma doença que inclusive consiste, igual as outras doenças, que atinge o psicológico, a saúde mental das pessoas, então cria uma dependência. E aí o organismo fica precisando cada vez mais. Então só a força de vontade muitas vezes não é suficiente”, acrescentou.
Cleonice Pereira da Silva Borges, assistida na UBS Francisco Marques, contou sua experiência como fumante. Ela classificou como uma vitória deixar a nicotina. “Comecei a fumar desde os 12 anos de idade. Quando eu estava com crise fumava duas carteiras de cigarro, às vezes ainda eram poucas. Para mim foi uma vitória muito grande. Para quem quer e tem força tem como parar de fumar. Existe o tratamento e é só procurar e ter força de vontade vai conseguir parar”, disse.
LEI ANTIFUMO
A chamada Lei Antifumo (Lei nº 9.294), assinada em 15 de julho de 1996 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, completa 30 anos nesta quarta-feira (15). Ela foi a primeira norma de alcance nacional a restringir o consumo e a propaganda de cigarros no Brasil.
Graças à lei de 1996, o Brasil baniu o fumo dos meios de transporte e dos locais de uso coletivo, limitou a certos horários (das 21h às 6h) a propaganda no rádio e na TV, proibiu o patrocínio de atividades esportivas por marcas de cigarro e tornou obrigatória a inclusão de alertas, nas embalagens e na publicidade do produto, sobre os danos do tabagismo para a saúde.