quinta-feira - 25/06/2026
Pastoril da Melhor Idade emociona e reforça inclusão de idosos no "Mossoró Cidade Junina"
Por: Zeza Fernandes
O Polo Antônio Francisco foi palco nesta quinta-feira (25) de um dos momentos mais emocionantes da programação do "Mossoró Cidade Junina". O tradicional Pastoril da Melhor Idade reuniu dezenas de mulheres com mais de 60 anos em uma apresentação marcada pela alegria, valorização da cultura popular e protagonismo da pessoa idosa.
A apresentação integrou a programação cultural do polo, que neste ano recebeu mais de 50 atrações, um dos principais espaços dedicados à cultura regional. Com música, dança e tradição, o Pastoril encantou o público e mostrou que a idade não é limite para subir ao palco e celebrar a vida.

Coordenador do grupo, Ivisson Silva destacou que o projeto vai muito além das apresentações culturais. Segundo ele, a iniciativa promove saúde física, emocional e fortalece os vínculos sociais entre as participantes.
"É importantíssimo, porque muitas delas são idosas e a gente sabe da necessidade de socialização que o idoso sente. Resgatar isso é perfeito, porque elas se sentem importantes, necessárias. Dançar é vida, autoestima e alegria. É isso que a gente busca proporcionar", afirmou.
Ivisson explicou que o trabalho acontece durante todo o ano, com participação em diferentes eventos culturais, como o Festival da Melhor Idade, além das festividades juninas.
"A gente trabalha o ano inteiro. Temos o Pastoril, participamos do Festival da Melhor Idade e estamos inserindo elas cada vez mais nos eventos da cidade. Esse espaço oferecido pela Prefeitura é fundamental para que possam mostrar esse trabalho e tenham oportunidades de se apresentar."

Entre as integrantes, o entusiasmo era evidente. Aos 82 anos, dona Rosana, integrante do grupo há uma década, não escondeu a felicidade após deixar o palco.
"Gostei demais. Foi maravilhoso. Já faz dez anos que participo e continuo dançando. Hoje estamos todas juntas e o show faz muito bem para todas nós", comemorou.

Outra participante destacou que não existe idade para celebrar a cultura.
"Eu adoro dançar. Todos os anos participamos do Carnaval, da quadrilha e do Pastoril. Chamou para dançar, estamos dentro. A idade não importa, a gente passa por cima dela. Enquanto tiver palco, estaremos dançando", afirmou, sorrindo.
Também integrante do grupo, dona Alvira contou que espera ansiosamente pela chegada do período junino.
"Acho muito bom quando chega essa época para vir me apresentar. Gosto muito e vou continuar no grupo", disse.
Além de preservar uma das mais tradicionais manifestações culturais nordestinas, o Pastoril da Melhor Idade evidencia o papel da cultura como instrumento de inclusão, promoção da saúde e fortalecimento da autoestima dos idosos.
