quinta-feira - 05/11/2026

Comitê Municipal de Alfabetização debate saúde mental, leitura e escrita no processo de ensino e aprendizagem

Por: Thiago Braga

Foto: Rodolfo Fernandes (Secom/PMM) Foto: Rodolfo Fernandes (Secom/PMM)

Nesta quarta-feira (4), Mossoró sediou o II Formação do Comitê Municipal de Alfabetização e Recomposição das Aprendizagens (CMAR). No encontro realizado na Universidade Potiguar (UnP), os educadores debateram aspectos ligados à saúde mental, leitura e escrita, no processo de ensino e aprendizagem.

O ciclo formativo reuniu professores, supervisores e diretores da Educação Infantil II e 1º ano do Ensino Fundamental. O evento trouxe como tema: “Entre Letras e Afetos: cuidar, brincar e alfabetizar na transição das crianças do Infantil II para o 1° Ano”.

Rilzonete Batista, coordenadora dos Anos Iniciais.

“É um momento de reconhecimento e cuidado com os nossos professores. Estamos trabalhando com a saúde mental do professor trazendo psicólogos, profissionais da música, professores de artes que irão debater o tema. Estamos abordando a transição entre a Educação Infantil e a o primeiro ano. Com isso, nossos professores vão estar preparados para receber os alunos da infância dentro da sala de aula”, explicou Rilzonete Batista, coordenadora dos Anos Iniciais.

Na ocasião, os educadores apresentaram diferentes estratégias para despertar o entusiasmo das crianças em sala de aula. “É mais um momento para troca de experiências, uma soma de experiências com os profissionais da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Esses encontros promovem a reflexão de como devemos acolher as crianças que saem do Infantil para o Ensino Fundamental. Estamos constantemente procurando novas estratégias para alcançar esses alunos, chamar a atenção desses alunos”, declarou Kássia Juliana, professora.

Um momento de acolhimento, reflexão, sensibilização e diálogo sobre a importância do cuidado com os profissionais da educação e da valorização da transição das crianças do Infantil II da Educação Infantil para o 1° Ano dos Anos Iniciais.

 

“Quando a gente fala de saúde mental e principalmente no contexto educacional a gente vai olhar tanto para aquele educando que está em processo de desenvolvimento e de aprendizagem quanto também para o educador porque a gente precisa cuidar de quem educa, pois isso também é educar. Quando a gente para olhar para esse educador, a gente dá essa atenção à saúde mental para prevenir o desenvolvimento de transtornos mentais relacionados ao trabalho. Isso perpassa pelo ato do autocuidado”, evidenciou Gabriela Medeiros, psicóloga da Secretaria Municipal de Educação.

O momento de partilha de experiências possibilitou valorizar os conhecimentos e as vivências dos profissionais, reconhecendo a importância de práticas pedagógicas que respeitem a infância, assegurem a continuidade das aprendizagens e tornem a transição entre as etapas mais acolhedora e significativa. A formação propôs uma reflexão coletiva sobre uma palavra que representasse a transição, reforçando a importância do diálogo, do acolhimento e da parceria entre as etapas de ensino.

 

“Um momento para dialogar sobre saúde mental do professor, dialogando com o processo de transição das crianças da Educação Infantil para o Ensino Fundamental. Esse processo precisa ser pensado de forma colaborativa tanto com a instituição da Educação Infantil como do Ensino Fundamental, as famílias e as unidades como um todo. Um momento importante para poder pensar estratégias de acolhimento, pensando a relação da afetividade, da ludicidade, o momento de partida das crianças saindo de uma unidade, de uma instituição e chegada em outra”, pontuou Milena Paula Cabral, professora.

 

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