sexta-feira - 06/03/2026

Reunião discute implementação de modelo reconhecido mundialmente na zona rural de Mossoró

Por: Edinaldo Moreno

Wilson Moreno (SECOM/PMM) Wilson Moreno (SECOM/PMM)

Representantes da Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seadru) e da Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Mossoró (AGRM), associações da Apama e da Maísa e do Sistema Integrado de Saneamento (SISAR), modelo de referência internacional, oriundo do Ceará, estiveram reunidos nesta sexta-feira (6) discutindo a implementação do sistema em comunidades da zona rural do município.

A iniciativa marca um passo importante nas tratativas que vêm sendo conduzida pela Agência Reguladora, em parceria com a Secretaria de Agricultura. O objetivo da Prefeitura de Mossoró é aperfeiçoar a gestão dos recursos hídricos na extensa zona rural de Mossoró, adotando como inspiração o modelo SISAR. Ele é reconhecido mundialmente por sua eficiência na administração de água em comunidades rurais.

Titular da Seadru, Faviano Moreira participou do encontro e destacou a importância do trabalho da Prefeitura de Mossoró para a segurança hídrica nas comunidades rurais do município, elencando o total de famílias que poderão ser contempladas com a implantação do modelo na região do polo Maísa.

“É mais um passo que estamos dando neste intercâmbio. Tivemos um momento em que visitamos o município de Russas (CE) para conhecer a experiência. A equipe veio aqui a comunidade de Apama ter essa troca de experiência para fortalecer a questão dos recursos hídricos. Serão visitadas cinco comunidades, com cerca de duas mil famílias. Vamos estar levando mais eficiência na gestão das águas destas comunidades”.

O presidente do SISAR, Genildo Freitas, salientou a importância da implementação do sistema na zona rural. “Estamos hoje aqui a pedido da Prefeitura de Mossoró e também das comunidades das agrovilas aqui na Maísa. Nós recebendo uma comitiva de Mossoró conhecendo o nosso sistema. Essa vinda para Mossoró é para unir forças e que possamos implantar esse modelo de gestão do Sisar no Rio Grande do Norte, principalmente nas comunidades rurais. Estamos com toda a equipe do Instituto Sisar conversando com as associações para que possamos buscar os recursos necessários para a implementação do sistema”.

Solange Lima e Luiz Soares são presidente e vice-presidente da associação dos moradores da Apama.  A reunião foi realizada na sede da associação. A dupla também ressaltou a importância do modelo para trazer segurança hídrica para os agricultores e agricultoras das comunidades.

“Essa visita para a gente é um avanço para a nossa comunidade. A gente espera que o projeto seja implantado na nossa comunidade. Temos esperança que seja um projeto grandioso trazendo melhorias para o nosso assentamento”, disse Solange. “Hoje é um dia muito importante porque estamos recebendo o pessoal do Sisar na nossa comunidade. Esse é um primeiro passo em busca de melhorias no abastecimento de água da nossa comunidade. É algo muito marcante que vai trazer grande evolução para nós”, contou o vice-presidente.

A diretora-presidente da AGRM, Carolyne Oliveira também participou do encontro. “Essa visita do pessoal do Sisar tem muito para que possamos visualizar soluções alternativas para abastecimento e regulação das comunidades rurais. A agência reguladora de Mossoró intermediou esse trabalho junto ao Sisar partindo de uma criação de uma comissão”, disse.

O Sisar foi criado em 1996 justamente para facilitar o desenvolvimento e manutenção dos sistemas implantados pela Cagece de forma autossustentável. Atualmente, o sistema atua em 164 municípios do Ceará, atendendo mais de 1.170.800 pessoas, mediante 310 mil ligações de água.

Os sistemas são construídos pelas Secretarias do Desenvolvimento Agrário e das Cidades, pelo Programa São José e Programa Águas do Sertão, que entregam os equipamentos de tratamento para que as associações de moradores de cada localidade passe a operá-los. 

Hoje, já existem 354 estações de tratamento e 690 poços operados pelo Sisar. Os recursos para construção dos sistemas são provenientes de parcerias com o Ministério da Integração Nacional, o banco alemão KfW, o Projeto São José, do Governo do Ceará, e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

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