segunda-feira - 14/09/2026

Profissionais da Atenção Primária passam por capacitação sobre Insulinoterapia

Por: Edinaldo Moreno

Walmir Alves (SECOM/PMM) Walmir Alves (SECOM/PMM)

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou capacitação para profissionais da Atenção Primária sobre a transição da insulina NPH para a insulina análoga (glargina), seguindo diretrizes do Ministério da Saúde (MS). O treinamento ocorreu na sexta-feira (11), no auditório da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FAEN/UERN).

A capacitação tem como objetivo treinar os profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Atualmente, o Ministério da Saúde fornece a insulina NPH, que será gradualmente descontinuada. O treinamento visa orientar o público-alvo sobre a transição para a insulina análoga glargina. A mudança começará por pacientes acima de 70 anos e jovens de 2 a 17 anos (diabéticos tipo 1), estendendo-se futuramente a todo o público.

A mudança visa melhorar a qualidade de vida do paciente, garantindo uma ação contínua de 24 horas, reduzindo o risco de hipoglicemia noturna e simplificando a rotina de aplicação. A implementação será feita por meio de capacitações, rodas de conversa e folders, sendo priorizada, inicialmente, para idosos (acima de 70 anos) e crianças/adolescentes (de 2 a 17 anos).

“Esta iniciativa visa orientar os profissionais da atenção primária do município sobre a transição na insulinoterapia para pacientes insulino-dependentes. O principal ganho é a melhoria da qualidade de vida do paciente. Após participarmos da capacitação promovida pelo Ministério da Saúde, eu e o farmacêutico Gabriel atuamos como facilitadores, repassando o conhecimento às equipes das Unidades Básicas de Saúde. Estes profissionais atuarão como multiplicadores junto aos pacientes por meio de rodas de conversa, orientações individualizadas e material informativo impresso”.

Segundo o coordenador de Abastecimento Farmacêutico, Anderson Gabriel, esta mudança representa um ganho significativo em segurança e qualidade de vida para o paciente. “Diferentemente da insulina NPH, que exige múltiplas aplicações diárias, a insulina glargina permite um controle glicêmico mais estável com apenas uma aplicação ao dia, proporcionando ao paciente maior liberdade e autonomia para suas atividades cotidianas”, disse o farmacêutico.

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