quarta-feira - 13/05/2026

Primeira edição da Olimpíada Mossoroense de Foguetes reúne mais de 400 alunos participantes

Durante esses três dias, as equipes estão realizando os testes de lançamento dos foguetes produzidos pelos próprios alunos, sob a orientação dos professores

Por: Sayonara Amorim

Wilson Moreno (Secom\PMM) Wilson Moreno (Secom\PMM)

A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), dentro do programa “Mossoró Cidade Educação”, está realizando a primeira Olimpíada Mossoroense de Foguetes (OMFOG).  Essa primeira edição, que reúne mais de 400 alunos de escolas da Rede Municipal de Ensino, foi iniciada nesta terça-feira (12) e se encerrará na quinta-feira (14).

Durante esses três dias, as equipes estão realizando os testes de lançamento dos foguetes produzidos pelos próprios alunos, sob a orientação dos professores. Na manhã desta quarta-feira (13), 140 alunos da Escola Municipal Senador Duarte Filho realizaram os lançamentos dos foguetes no campo da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

A OMFOG demonstrou o interesse dos alunos pelo tema que contou com incentivo do resultado conseguido pela equipe que representou a rede municipal na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Foguetes (OBAFOG) 2025, realizada em Piraí-RJ, em fevereiro deste ano. A primeira equipe da rede municipal de Mossoró que participou da OBAFOG trouxe medalha de ouro para o município.

O entusiasmo e a dedicação das equipes que estão participando da primeira OMFOG visam a classificação para a olimpíada nacional. “Minha expectativa é que eu consiga participar das olimpíadas porque acho incrível estudar algo com astronomia e tudo mais que tem a ver com a Nasa. Desde os meus 10 anos que tenho esse interesse por astronomia”, comentou Alana Keliny da Silva Galvão, 13 anos, aluna do 7º ano da Escola Municipal Duarte Filho.

A primeira olimpíada de foguetes de Mossoró vem conseguindo mudar a rotina dos alunos, aproximando mais os integrantes das equipes e estimulando a pesquisa e o trabalho em grupo. Aluno do 6º ano da Escola Duarte Filho, Enzo Samuel Dantas da Silva foi um dos destaques do segundo dia de testes, ao conseguir lançar o foguete a uma longa distância. “É um teste muito especial para mim e para todos que estão aqui. Agradeço ao OBA por fazer esses testes, porque estou me reunindo com muitas pessoas com quem não tinha amizade antes. Eu não tinha muita amizade com o meu grupo, agora estou tendo mais proximidade. Esse é um teste muito legal. Tenho esperança de participar da olimpíada nacional, só vai depender da fé em Deus”, explicou Enzo.

Para o secretário municipal de Educação, Leonardo Dantas, os alunos estão sendo incentivados pela equipe que foi representar o município na OBAFOG 2025, que rendeu ouro para a Rede Municipal de Ensino. Segundo ele, neste ano o número de alunos superou as expectativas, surgindo a necessidade de criar uma olimpíada da rede municipal.

“Na edição 2025, tivemos a primeira equipe classificada e já trouxe um ouro para Mossoró. E, graças a Deus, criou-se uma empolgação na rede municipal. Tanto é que estamos realizando uma Olimpíada. É a primeira Olimpíada da rede municipal e estamos com mais de 400 alunos inscritos, cada equipe com o seu professor responsável, e precisamos dividir em três dias para a gente dar conta desse primeiro momento. Estamos aqui dando todo o suporte para que esses alunos entendam realmente a importância da ciência e a importância das Olimpíadas. Os alunos que passam pelo momento da Olimpíada são alunos que ficam diferentes, que trabalham na coletividade, que entendem a importância da sustentabilidade e a Olimpíada de Foguetes está completamente alinhada a essa temática, sobretudo da sustentabilidade”, ressaltou Leonardo Dantas.

O professor Adeilson Mendes da Silva, orientador da equipe que trouxe o ouro da OBAFOG no Rio de Janeiro, destaca a importância da realização da olimpíada local. “Nessa primeira olimpíada municipal, estamos bem felizes por essa movimentação, e a olimpíada está sendo um sucesso, os alunos estão muito animados, o evento está um pouco experimental, mas no próximo ano a gente conseguirá fazer um evento bem maior, atingindo mais escolas, passando essa experiência de conhecimento, das oficinas para todos os alunos e professores”, detalhou Adeilson.

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