sexta-feira - 19/06/2026
Desde o primeiro MCJ, há 29 anos, ambulante testemunha crescimento da festa e mantém tradição familiar
Por: Italo Bruno
Há histórias que acompanham o Mossoró Cidade Junina (MCJ) desde o seu nascimento. É o caso do comerciante Raimundo Quirino, de 75 anos, que participa do evento desde a primeira edição e, há 29 anos, faz parte da rotina da maior festa junina do Rio Grande do Norte. Mesmo aposentado, ele mantém a tradição de trabalhar no MCJ, atividade que se tornou um compromisso anual e uma forma de complementar a renda da família.
Raimundo conta que a preparação para o evento começa ainda no período de inscrições, quando garante seu espaço de forma regularizada junto à organização da festa. Ao longo dos anos, ele acompanhou o crescimento do Mossoró Cidade Junina e viu o evento se transformar em uma das maiores celebrações juninas do país. “Quando chega o São João eu já fico empolgado para participar. Não gosto de ficar parado em casa”, afirmou.

A trajetória do comerciante também é marcada pela presença da família. Durante muitos anos, ele contou com a ajuda da esposa, companheira de trabalho que esteve ao seu lado em diversas edições do MCJ. Há cinco anos, ela faleceu, mas a tradição permaneceu viva. Atualmente, Raimundo segue trabalhando com o apoio dos familiares, entre eles o cunhado, que o acompanha durante a festa, mantendo um legado construído ao longo de quase três décadas.
Enquanto trabalhadores como Raimundo ajudam a escrever a história do evento, os frequentadores também acompanham de perto a evolução da festa. A mossoroense Patrícia Paiva, que participa do MCJ há muitos anos, destaca as mudanças que presenciou ao longo do tempo, especialmente na infraestrutura, organização e segurança oferecidas ao público.

“Eu venho desde a época da lama e da brita, e já era bom. Hoje vemos uma estrutura muito melhor, mais organizada e segura. A gente percebe o cuidado com as famílias, com a segurança e com o conforto de quem participa da festa”, ressaltou Patrícia. Ela também destacou medidas que contribuíram para tornar o ambiente mais tranquilo e acolhedor para os visitantes.
Histórias como as de Raimundo Quirino e Patrícia Paiva mostram como o Mossoró Cidade Junina cresce sem perder suas raízes. Seja por meio de trabalhadores que estão presentes desde a primeira edição ou de frequentadores que acompanham sua evolução ano após ano, o MCJ segue fortalecendo laços, preservando tradições e criando novas memórias para milhares de pessoas.



