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 Saúde
Sexta-feira - 21/01/2022

“Janeiro Roxo” realiza busca ativa para detectar casos de hanseníase em Mossoró

Por: Sayonara Amorim
Foto: Walmir Alves (Secom/PMM)

Durante toda a manhã desta sexta-feira (21), casos suspeitos de hanseníase detectados em Mossoró foram avaliados por dermatologistas no Centro Clínico Vingt-un Rosado – PAM do Bom Jardim. A ação faz parte das atividades do “Janeiro Roxo” que estão sendo desenvolvidas em Mossoró com o objetivo de detectar, controlar e tratar casos da doença no município.

A programação do “Janeiro Roxo” foi intensificada na segunda-feira (17) quando agentes de saúde, capacitados no dia 12 deste mês, também fazendo parte da programação, realizaram uma busca ativa para detectar casos suspeitos da doença. Todos os casos suspeitos passaram por consultas com dermatologistas com especialidade em hansenologia.

Segundo o dermatologista e hansenólogo Maurício Nobre, que capacitou os agentes de saúde em Mossoró e também compõe a equipe de dermatologistas responsáveis pelas consultas no PAM, Mossoró é a cidade do RN com maior incidência de casos da doença. Segundo o especialista, de 16 casos suspeitos analisados na manhã de hoje, três foram confirmados. “Mossoró é uma cidade muito endêmica para casos de hanseníase e anualmente constatamos entre 50 e 60 casos da doença, porém nesses dois últimos anos, o número de casos foi reduzido e essa redução tem relação com a pandemia, porque as pessoas não buscaram o atendimento, por isso estamos realizando essa busca ativa”, ressaltou o médico Maurício Nobre.

As ações do “Janeiro Roxo” estão sendo desenvolvidas pelo setor de Atenção Básica, Vigilância e Programa de Hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Mossoró. Responsável técnica pelo setor de controle da hanseníase em Mossoró, Mércia Cristina Freitas reforçou que Mossoró é uma cidade que registra muitos casos de hanseníase e que os bairros da zona norte são os que tem maior incidência da doença.

HANSENÍASE - A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença causada por uma bactéria chamada Micobacterium leprae ou bacilo de Hansen, que atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos. O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo entre os países que registram casos novos. Em razão de sua elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no país, sendo de notificação compulsória e investigação obrigatória.

A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior, infectando outras pessoas suscetíveis. A forma de eliminação do bacilo pelo doente são as vias aéreas superiores (por meio do espirro ou tosse), e não pelos objetos utilizados pelo paciente. Também é necessário um contato próximo e prolongado.

PRINCIPAIS SINTOMAS:

  • Manchas em área(s) da pele com alteração da sensibilidade;
  • Comprometimento do(s) nervo(s) periférico(s);
  • Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
  • Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente em mãos e pés;
  • Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;
  • Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.


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