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21/07/2021 - Editado há 1 semana

Hanseníase: município promoverá reunião para debater e planejar serviço terapêutico

Por: Vilsemar Alves

Na quinta-feira (22), às 10h00, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), estará promovendo no auditório da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FAEN/UERN), a Reunião de Organização da Linha de Cuidado de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Afetadas pela Hanseníase. O objetivo é discutir, planejar e estruturar os serviços de atendimento terapêutico voltada aos pacientes.

Em Mossoró, a Hanseníase apresenta uma condição endêmica, algo que exige do poder público, políticas de saúde de combate, controle e prevenção. Estarão presentes técnicos da SMS, da II Unidade Regional de Saúde Pública (II URSAP), Coordenador e vice-coordenador do MORHAN Nacional, Stefano Simoni (Coordenador da BRASA) e Maurício Nobre, médico dermatologista e consultor do Ministério da Saúde para a temática da Hanseníase. 

A Uern compõe esse processo através dos programas de residência em saúde.


Hanseníase no Brasil, no Rio Grande do Norte e em Mossoró

O Brasil é o país com a maior incidência de hanseníase no mundo, com uma taxa de aproximadamente 13 novos casos para cada 100 mil habitantes, segundo dados de 2019 do Ministério da Saúde. No total, foram registradas 27,8 mil notificações de novos casos no ano. Rio Grande do Norte, por sua vez, registrou 192 novos casos em 2019 (5,38 casos por 100 mil habitantes), dos quais 50 casos foram em Mossoró , o que torna a taxa de detecção de novos casos do município duas vezes maior que a do Estado, com 16,81 novos casos por 100 mil habitantes. 

Na Capital do Oeste, foram confirmados 48 casos novos de Hanseníase em 2020 e já neste ano de 2021, de janeiro até agora, foram identificados outros 14, totalizando 62 casos. 

Considerando transferências de pacientes, recidivas e outras formas de ingresso, o número total sobe para 72 casos da doença registrados no município no respectivo período.

 

Hanseníase

A Hanseníase é uma doença infecciosa que afeta a pele e os nervos. Com o tratamento adequado, a partir da medicação e acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades de saúde de todo país, a doença tem cura.
 
A transmissão se dá pelo contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento afetadas pela doença na sua forma multibacilar. A partir do início do tratamento, a doença deixa de ser transmissível.
 
São sinais e sintomas da doença: Manchas (esbranquiçadas, amarronzadas e avermelhadas) na pele com mudanças na sensibilidade à dor, térmica e tátil; sensação de fisgada e formigamento ao longo do trajeto dos nervos dos membros; perda de pelos em algumas áreas e redução da transpiração; pele seca; inchaço nas mãos e nos pés; inchaço e dor nas articulações; redução da força muscular nos locais em que os nervos foram afetados; dor e espessamento dos nervos periféricos; caroços no corpo; olhos ressecados; feridas, sangramento e ressecamento no nariz; febre e mal-estar geral; feridas nas pernas e nos pés; e, nódulos avermelhados e/ou doloridos espalhados pelo corpo.



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