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22/10/2021 - Editado há 1 mês

Alunos e professores fazem balanço positivo de feiras de ciências nas escolas

Por: Maricelio Almeida
Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM)

Chegou ao fim nesta sexta-feira (22) a programação das feiras de ciências realizadas por escolas do Ensino Fundamental Anos Finais da rede municipal de ensino de Mossoró. Em formato virtual, o evento reuniu mais de 80 projetos, envolvendo alunos e professores que avaliaram como positiva a retomada das apresentações, já que em 2020 as feiras não aconteceram.

As feiras foram realizadas por polos. Na terça-feira (19), as escolas do polo A realizaram suas apresentações, abordando temas como a inclusão. Na quarta (20), foi a vez das unidades do polo C, instaladas na zona rural de Mossoró, exporem seus projetos. Nesta quinta (21) e sexta (22), as feiras aconteceram no polo B, contemplando escolas como a Ronald Pinheiro Néo Júnior e Antônio Fagundes.

Entre os trabalhos desenvolvidos e apresentados nas unidades do polo B está o executado pelos alunos Luciano Oliveira e João Victor, da Escola Municipal Ronald Pinheiro Néo Júnior, que desenvolveram um projeto sobre atividades vulcânicas. “Aprendi muito ao longo do período de preparação para a feira, que faz com que a gente se interesse ainda mais pelas aulas”, destacou Luciano.

“Primeiro fizemos um vulcão que acabou não dando certo, depois produzimos outro e conseguimos alcançar o objetivo. O nosso orientador também nos ajudou bastante. A feira é importante porque a gente aprende cada vez mais. Nas próximas feiras já teremos mais experiência”, acrescentou João Victor.

A aluna Mariane Cecília, também da Escola Ronald Pinheiro Néo Júnior, ressalta que os aprendizados adquiridos na feira representam um ganho para o seu histórico escolar. “Fazer parte da feira ficará marcado no meu histórico escolar, por isso é bom aproveitarmos essas oportunidades. Aprendi bastante”, pontuou a discente, que trabalhou o tema plantas medicinais.

Para o professor Higo Thayrone, coordenador do polo B das feiras de ciências, o balanço das apresentações e dos projetos inscritos é muito positivo. “Foi uma semana longa, de trabalhos e estudos. A feira aconteceu de uma forma muito positiva, e traz um ganho ao processo de aprendizagem do aluno, principalmente relacionado à pesquisa, metodologia. Os alunos deram o seu melhor. As apresentações foram um sucesso em todos os polos”, disse. 

O aluno Pedro Guilherme considera que a feira colabora para despertar, em seus participantes, um processo expressivo de criatividade. “A feira nos ajuda a ter mais criatividade. Quanto mais fazemos o projeto, mais motivação temos. Aprendemos também os métodos científicos, não só com o nosso trabalho, mas acompanhando, virtualmente, os projetos dos nossos colegas”, relatou.

Rafael Felipe, aluno da Escola Municipal Antônio Fagundes, detalha a ideia do seu projeto e a importância da feira para seu processo de aprendizagem. “Meu projeto é uma chocadeira, composta por um isopor de 21 litros, com base feita de palitos. A ideia surgiu quando eu estava na cada da minha avó e ouvi ela comentando sobre chocadeira. Pesquisei sobre o assunto, sobre os materiais utilizados e deu certo. Os avaliadores acharam muito boa a ideia. Aprendi bastante nesse processo”.

Coordenadora do Ensino Fundamental Anos Finais, a professora Débora Praxedes enfatiza o resultado final das feiras. “A concretização da feira nesta etapa escolar, em formato on-line, foi um desafio muito gratificante. Ver nossos alunos apresentando os projetos científicos com tanta desenvoltura e domínio sobre as temáticas, orientados por seus respectivos professores, foi excepcional. Todos os envolvidos na realização das feiras nas escolas dos três polos estão de parabéns”, afirmou.

Integração

A participação da comunidade escolar também foi preponderante para o sucesso da feira, como destaca a diretora da Escola Ronald Pinheiro Néo Júnior, Josenilde Nascimento. “Nós estamos felizes, porque o resultado foi muito positivo. Percebemos que houve uma boa vontade de todos, equipe pedagógica, supervisor, professor, aluno, família, em um só objetivo: realizar essa feira nesse novo normal. Estamos felizes em ver esse resultado”.

A diretora da Escola Municipal Antônio Fagundes, Rita Fonsêca, que também atuou como orientadora de projetos na feira, ressalta a qualidade dos trabalhos inscritos. “A avaliação que eu faço é que essa feira aconteceu em um nível muito alto, compatível com as grandes feiras do nosso país. Podemos dizer que a nossa feira está no mesmo nível de organização de feiras como a Mostratec, Febrace”, citou, acrescentando ainda: “O sucesso da feira mostra que também estamos tendo sucesso nas aulas on-line”.

Para a secretária municipal de Educação, professora Hubeônia Alencar, o sucesso das feiras é a materialização de um trabalho que vem sendo realizado desde o início do ano, trabalho esse comprometido com a qualidade educacional, independente do formato em que as aulas estejam acontecendo. “Tivemos excelentes projetos sendo apresentados, o que reforça a importância da iniciação científica na educação básica. Transformar em conhecimento algo experiencial torna a aprendizagem muito mais significativa”, mencionou, acrescentando:

“A primeira feira realizada no formato virtual na rede municipal de ensino de Mossoró vem culminar com esse processo executado durante todo o ano, de capacitações com professores, formações continuadas. Nossos alunos conseguiram apresentar atividades que foram desenvolvidas durante o ano letivo. Não é o formato que define a qualidade, são o empenho e a seriedade com os quais conduzimos o processo”, finalizou.  

Próxima etapa

Durante a etapa nas escolas, os projetos científicos idealizados pelos alunos são credenciados para apresentação, virtual, na IV Feira de Ciências da Rede Municipal de Ensino de Mossoró (FECIRME), prevista para acontecer entre os dias 17 e 19 novembro. A feira contempla mais de cinco mil alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos, além de aproximadamente 250 professores.

“Avaliamos a etapa nas escolas como extremamente positiva. Foi um grande desafio realizarmos a retomada desse processo, ainda mais em um ano de pandemia, em formato virtual, mas a avaliação é que as atividades apresentadas foram um sucesso. Parabenizamos todos os professores que estiveram orientando os trabalhos, todos os professores que são coordenadores/articuladores das feiras, e especialmente todos os nossos estudantes e gestores que encamparam junto conosco essa batalha. Agora vamos rumo à edição da IV Fecirme”, conclui o coordenador da Fecirme, professor Mauro Marciel.



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